Ferramentas de Métodos Ágeis é a primeira trilha de conteúdo do CONGREGARH 2019 | ABRH RS

Ferramentas de Métodos Ágeis é a primeira trilha de conteúdo do CONGREGARH 2019

 

Palestras apresentaram como ferramentas tornam os negócios e o trabalho de liderança mais efetivo

 

Liderança que engaja o trabalho em união e planejamento como a chave para uma gestão de negócios efetiva. Esse foi o foco das palestras que abriram a trilha Ferramentas de Métodos Ágeis do CONGREGARH 2019. A primeira palestra teve como tema Toolbox 360º: qual a sua caixa de ferramentas? e foi apresentada pelo consultor Jorge Audy. Já a palestra Scrum for Business: os primeiros passos para a agilidade em negócios ficou sob a responsabilidade de Luiz Parzianello, consultor, palestrante e professor. Fechando a trilha, a administradora Elenise Rocha abordou o tema Agilidade estratégica no RH: métodos e ferramentas.

 

O consultor em métodos ágeis, professor e blogueiro, Jorge Audy, ressaltou a importância de se trabalhar por um todo, sem hierarquização, e como a liderança ágil energiza a equipe, representando a diferença em um negócio. Segundo ele, se uma organização continuar com a visão de que cada um tem a sua função, de forma individualizada, o negócio não dará certo. “A distância de poder faz com que uma empresa torne-se engessada”, afirma. Audy ressaltou ainda que o líder também é parte do time. “Utilizar pronomes que não sejam plurais é uma anomalia”.

Valores e propósitos também fizeram parte da fala de Audy. Segundo ele, o manifesto ágil apresenta 12 princípios, entre eles empatia com o cliente, ambiente sustentável e melhoria contínua. “O manifesto não traz nada de novo. Mas o objetivo é que, a partir dele, as empresas possam entender o problema e aceitar as mudanças necessárias. Compreender que, se não gerar valor, o negócio não irá para frente”, lembrou.

 

Em relação às responsabilidade do líder, o palestrante acredita que ele deve manter o ambiente de trabalho saudável. “É a liderança que irá converter todas as estratégias em engajamento da equipe”, afirmou. De acordo com o profissional, pessoas energizadas precisam ser incentivadas e, para isso, o líder precisa identificar onde surge os erros, bem como aprender com eles, e desenvolver as competências dos colaboradores. Audy finalizou enfatizando que as pessoas são mais valorizadas quando participam do todo da empresa. “O quanto contribuímos com o nosso conhecimento e criatividade e o quanto se aprende criam ambientes desafiadores”, ressaltou.

 

Scrum foi abordado como método para agilidade em negócios

Outro tema que teve abordagem intensa foi o Scrum, método de trabalho ágil para gestão e planejamento em organizações. Segundo o consultor, palestrante e professor considerado um dos pioneiros no Brasil a disseminar os benefícios dos Métodos Ágeis no desenvolvimento de software, Luiz Parzianello, o desafio atual da gestão é a falta de estratégia. “Todos estão perdidos. As organizações não refletem mais sobre a efetividade de suas operações”, afirmou.

 

Para Parzianello, o maior sofrimento do ambiente empresarial é tentar implantar e perpetuar modelos de negócios do século XX,  em pleno século XXI. “Precisamos de líderes visionários, que apontem onde temos que ir. É necessário existir líderes coaching, que saibam fazer perguntas e que proponham melhorias”, enfatizou. Segundo o consultor, está mais do que na hora de integrar versões de gestão de negócios, processo, produtos e pessoas.

 

Ainda sobre valores, Parzianello afirma que líderes e equipes devem experimentar e aprender rapidamente. “Permita-se ao erro. Ele vai acontecer diante da busca de aprendizado rápido. E, para isso, segurança psicológica é essencial”, afirmou. “Agilidade de negócios não é apenas implantar sistemas, mas ter o feeling da adaptação.”

 

Ao final, Parzianello deu dicas de como o Scrum pode funcionar na gestão e planejamento dos negócios. Visão de negócios, drive de valores, compreensão da liderança em relação aos diferenciais competitivos e clareza na gestão, com times autônomos e engajados, foram alguns pontos que o palestrante levantou para uma gestão ágil. “Nas empresas vemos os subjetivos estratégicos e não os objetivos. E muitos ficam no romantismo do subjetivo. Precisamos de pragmatismo. Seja objetivo!”

 

Agilidade na prática

A administradora Elenise Rocha trouxe a própria experiência para o CONGREGARH. Responsável pela RB Learning, empresa especialista em gamificação, moodle e projetos de EAD, compartilhou com o público o seu conhecimento adquirido em mais de 25 anos de experiência em RH e os métodos e ferramentas que utiliza para organizar e tornar seu negócio ágil.

 

A profissional contou sobre sua experiência profissional ainda no mundo offline, quando o computador ainda era uma raridade nas empresas e como a tecnologia impactou na evolução do RH e do mindset das pessoas. “Na época em que não havia a facilidade da tecnologia, se trabalhava seis vezes mais. Apesar das facilidades do digital, o sentimento de hoje é que trabalhamos muito mais do que antes”, afirmou.

 

Para Elenise, é preciso que os organizações e as lideranças criem modelos de gestão autônomos e de confiança nos colaboradores. “Ser ágil não significa adotar diversas tecnologias e métodos. É uma mudança de mindset”, ressaltou. O cenário do looping profissional, onde o colaborador fica procurando oportunidades e novas chances de crescimento de forma intensa, não é um cenário saudável, de acordo com Elenise. “Três principais pontos são fundamentais para mudar esse cenário: mindset, tecnologias e como criar estratégias que promovam engajamento da equipe.”

 

Elenise dividiu a explicação dos pontos e demonstrou como é identificado cada um. No mindset há quatro possibilidades: fixo, cool, em crescimento e ágil. “É preciso se adaptar conforme a cultura organizacional de cada empresa. A cultura precisa ser conhecida”, afirmou. Já em relação às tecnologias, é preciso estar ciente de que as pessoas pensam de forma diferente e que podem obter um ótimo resultado em trabalhos de cocriação. “As lideranças precisam ser humanizadas. Ou seja, respeitar as características individuais, o estilo de vida e contribuir para tornar mais simples a resolução de um problema na organização”, enfatizou. Como último ponto, a criação de estratégias para o engajamento. “Usar simplicidade para se desfazer do excesso, adotar ações ágeis para eliminar a correria, estruturar processos e alinhar as pessoas, aproveitar o tempo e desacelerar para uma conexão mais humana com os colaboradores são algumas dicas para incentivar mais a participação da equipe.”

 

Para finalizar, Elenise ressaltou: “Se não houver confiança no time, não funciona. Quero ter a possibilidade de estar aqui e a empresa continuar funcionando. Se não houver confiança, não adianta implantar métodos ágeis”.

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