“Diante da nossa cultura brasileira, as pessoas mais empáticas são mais resilientes”, destaca Paulo Sabbag no CONGREGARH 2019 | ABRH RS

“Diante da nossa cultura brasileira, as pessoas mais empáticas são mais resilientes”, destaca Paulo Sabbag no CONGREGARH 2019

 

Há 40 anos, era impossível imaginar viver sem o telegrama. Há 20, sem o e-mail. Hoje, não vivemos sem aplicativos de mensagens instantâneas: “Até quando?”. Assim iniciou a palestra de Paulo Yazigi Sabbag, doutor em Administração e professor da Faculdade Getúlio Vargas, na tarde do terceiro dia de CONGREGARH 2019, promovido pela ABRH-RS. Com o tema “A Resiliência frente à Transformação Cultural”, a palestra abordou os fatores necessários para desenvolver a resiliência, além da forma como as pessoas se comportam frente às mudanças.

 

Segundo Sabbag, a transformação cultural é disruptiva e tensiona zonas de conforto. Na sociedade, a adesão à mudança é voluntária, diferente das organizações, onde pode se dar de forma construída ou imposta. “Ao contrário do que parece, não nos adaptamos facilmente às transformações e os agentes de mudança precisam saber lidar com as pessoas que não se adaptam bem a elas”, afirma. Sabbag alerta que, quando imposta por pessoas que ocupam cargos de liderança, a transformação gera resistência. A resistência, se não recebe a atenção necessária, cria ambientes de conflito e, segundo Sabbag, “é contagiosa”.

 

O combate a inflexibilidade às mudanças se dá pelo desenvolvimento da resiliência. “A resiliência é uma competência que não está ligada a traço de profissionalidade, por isso pode ser aprendida e desenvolvida, tanto por pessoas e por organizações” - define. Paulo Sabbag criou uma Escala de Resiliência que considera nove fatores: autoeficácia e autoconfiança, otimismo aprendido, proatividade, flexibilidade mental, temperança, empatia, competência social, solução de problemas e tenacidade. O palestrante destaca um dos fatores como essencial para o contexto de Brasil: “diante da nossa cultura brasileira, as pessoas mais empáticas são mais resilientes”. No entanto, enfatiza a necessidade do desenvolvimento sistêmico de todos os fatores.

 

“Eu acredito que a resiliência é a competência mais importante para gestores de projetos e para líderes”, aponta. Sabbag conclui responsabilizando líderes pelo papel não somente de desenvolver sua própria resiliência, mas também estimulá-la entre os demais: “Agentes de mudança são resilientes e precisam ajudar a educar as pessoas para que todos busquem a resiliência”.


 

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