CONGREGARH 2019 apresenta trilha de conteúdos sobre RH 4.0 | ABRH RS

CONGREGARH 2019 apresenta trilha de conteúdos sobre RH 4.0

 

Palestras abordaram como a Quarta Revolução Industrial aliada a novos perfis de profissionais tem impactado as organizações

 

Acompanhar a revolução tecnológica agrega valor estratégico aos profissionais de RH, que passam a ter um papel mais importante na busca pelo bem-estar e compreender as demandas do novo perfil de colaboradores. Esse foi o foco da trilha RH 4.0 do CONGREGARH 2019. A primeira palestra teve como tema A experiência do empregado é tudo! e foi apresentada pelo consultor Roberto Azevedo. Já a palestra RH 4.0 ficou sob a responsabilidade de Adriana Kersting, psicóloga e diretora de RH. O executivo de RH, Rodrigo Wegener, esteve a frente da palestra Cultura Ágil no Desenvolvimento de projetos de Gestão de Pessoas.Fechando a trilha de conteúdos, Clarice Costa, psicóloga e gestora de RH, comandou a palestra O papel do RH na Transformação Digital.

 

Roberto Azevedo, sócio da prática de People Advisory Services da Ernst & Young, iniciou a trilha de conteúdo destacando que vivemos um ambiente cada vez mais rápido e turbulento, que exige resiliência das empresas.“O modelo de empresas da Era Industrial não tem o mesmo sucesso hoje”. Estão surgindo modelos de negócios disruptivos, quebrando paradigmas, e que apontam a necessidade “de se olhar com outros olhos para os colaboradores e buscar uma conexão para atender suas dores, desejos e expectativas”.

 

Roberto Azevedo salientou que as pessoas buscam trabalhar por algo maior e cabe às empresas corresponderem a essa mentalidade. “Sempre sonhamos em saber sobre o que estava por trás das coisas que fazemos, o propósito é uma razão inspiradora para trazer a cabeça e coração para o trabalho”. Para ele, as pessoas não permanecem mais nas empresas em que não se sentem atendidas em suas demandas profissionais e, por isso, “a experiência do colaborador deve ser o foco do setor de RH.”

 

O palestrante questionou o motivo “de não olharmos para os colaboradores da mesma forma com que olhamos para os clientes”. Segundo Azevedo, hoje, “as empresas que mais crescem são aquelas que oferecem uma experiência para o empregado, escutando suas demandas e criando momentos que importam.”

 

Negócios em rede

Adriana Kersting, diretora de RH na SAP Labs Latin America, realizou a palestra sobre RH 4.0 e analisou a velocidade com que as mudanças acontecem e como as pessoas estão criando novos modelos de negócio, que pressupõe um trabalho em rede. “Estamos criando modelos diferentes, usando a tecnologia para nos conectarmos. As empresas não têm um patrimônio físico e de funcionários gigantes, como antigamente, elas agregam pessoas de várias partes do mundo e que, juntas, fazem essas empresas serem fortes”, explicou e usou como exemplos empresas como a Uber, Airbnb e Facebook.

 

Ao falar sobre a inserção da inteligência artificial nas empresas, a palestrante acredita que a mudança não exclui a necessidade de se ter o trabalho humano e que a fusão de ambas é o cenário ideal. “A tecnologia evoluiu, mas ainda existem muitas situações que exigem sensibilidade e criatividade, as quais ela não possui”, citou a diretora de RH.

 

Kersting usou exemplos aplicados em seu cotidiano para explicar como a participação das pessoas é fundamental na aplicação de mudanças na empresa. “Se queremos criar um novo benefício, por que não convidar um colaborador para ajudar nessa compreensão? Na SAP, contamos com a participação de forma voluntária que nos ajuda a compreender as necessidades e as percepções”.

 

Cultura digital

Na palestra Cultura Ágil no Desenvolvimento de Projetos de RH, o executivo de RH do Sicredi, Rodrigo Wegener explicou que para se adaptar a esta nova cultura digital é importante que a empresa intervenha e mude sua cultura, desde estratégias, estruturas, processos, pessoas, incentivos e ambiente. “É necessário mexer no que foi construído ao longo do tempo. Os elementos precisam ser repensados com a profundidade que a transformação exige” apontou Wegener.

 

A Cooperativa entendeu que era necessário mudar a forma de trabalhar, que a cultura digital também modificaria os processos dentro da empresa e ser ágil era uma dos principais desafios. “Para ser alguém que faz a diferença e que ajuda outras pessoas a mudarem, nós precisamos mudar primeiro. Agilidade não é fazer reunião diária em pé, colocar post its na parede. Agilidade é o mindset, é o jeito que você age e se comporta na organização”, enfatizou o AgileCoach do Sicredi, Vladson Freire.

 

A partir desta mudança de comportamento, o Sicredi passou a engajar seus funcionários e pensar soluções em conjunto. Deixou de criar processos padronizados e passou a pensar na realidade de cada local que a Cooperativa trabalha. Além de planejar os projetos em curto prazo. Segundo Wegener, “fomos treinados para saber de tudo, planejar o que aconteceria nos próximos anos, mas as coisas mudam e cada vez mais mudarão, em maior velocidade. Precisamos estar prontos para aprender rápido e também saber lidar com saias justas”.

 

Pessoas e tecnologia

“Ser digital é muito mais sobre pessoas do que sobre tecnologia”, ressaltou Clarice Costa na última palestra da trilha RH 4.0, O Papel do RH na Transformação Digital. A psicóloga, que atua desde 1992 na área de Recursos Humanos nas Lojas Renner, afirmou que para chegar em um mindset digital é necessário a união de tecnologia, pessoas e processos. Sem um destes pilares, a transformação não ocorre. “Tecnologia é importante, mas tecnologia sem pessoas, não acontece”, enfatizou.

 

Para alcançar o ciclo digital, a empresa passou por redes estratégicas, novos modelos de negócio e fortalecimento da cultura da empresa. “A Renner nasceu analógica e está se transformando para acompanhar as mudanças, reestruturamos a área de produto, criamos novas funções, começamos a trabalhar de forma colaborativa” contou a psicóloga.

 

As empresas precisam se preparar, pois a Era Digital é um caminho sem volta, afirmou Clarice. “Os funcionários precisam aprender a trabalhar de forma colaborativa e entender que isso é para sempre. É preciso trabalhar em times tendo sempre o cliente no centro de tudo o que se faz”.

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