
O Case “Cara Nova” do Instituto Lins Ferrão foi um dos vencedores do Prêmio Top Cidadania 2024 da ABRH-RS, na categoria Organização - Modalidade Sustentabilidade. A premiação reconhece iniciativas que promovem impactos sociais significativos por meio da responsabilidade social corporativa e da valorização humana em suas múltiplas dimensões.
Criado em 2019, o projeto “Cara Nova” (leia o case aqui) surgiu como resposta à necessidade de dar uma destinação adequada aos resíduos têxteis do Grupo Lins Ferrão, formado pelas lojas Gang e Pompéia. Desde então, consolidou-se como um programa permanente que alia sustentabilidade ambiental, geração de renda e inclusão social, especialmente para mulheres em situação de vulnerabilidade.

A atuação do projeto vai além da logística reversa de resíduos. Ao longo dos últimos anos, o “Cara Nova” promoveu a capacitação técnica de centenas de mulheres, possibilitando que transformassem resíduos têxteis em produtos como bolsas, mochilas, brinquedos, ecobags e peças de vestuário — muitos deles comercializados nas próprias lojas do grupo. Entre 2020 e 2024, mais de 5 toneladas de resíduos foram reaproveitadas, gerando aproximadamente R$ 600 mil em renda direta para as participantes.
“É um projeto que ganha vida a cada ano. Começamos com produtos para o público interno e vamos crescendo, capacitando cada vez mais famílias e seguindo os princípios sustentáveis de economia circular. Temos muito orgulho disso. O prêmio Top Cidadania reforça a relevância desse propósito e nos motiva a seguir investindo em projetos que gerem mudança”, afirma Fernanda Ferrão, presidente do Instituto Lins Ferrão.
O projeto também se articula com diversas entidades e cooperativas locais, como Avesol, Univens, Revoada, Ciclo Reverso e Maxitex, garantindo a operação em todas as etapas, da coleta dos resíduos à confecção final dos produtos. Um dos destaques mais recentes foi a linha de bolsas artesanais desenvolvidas pelas “Crocheteiras”, um grupo formado por mulheres acima dos 50 anos que, além de dominarem técnicas como crochê e macramê, foram capacitadas em temas como autoestima, trabalho em equipe, responsabilidade e postura profissional.
O “Cara Nova” é financiado com recursos provenientes do lucro líquido anual do Grupo Lins Ferrão e seus resultados são monitorados com indicadores claros de impacto. Em 2023, o projeto movimentou R$ 267 mil. Só a ação das “Crocheteiras” rendeu mais de R$ 12 mil às artesãs e resultou em 362 bolsas confeccionadas a partir de 300 kg de resíduos.
A cada ano, novas frentes vêm sendo incorporadas ao projeto, como a produção de tênis sustentáveis (linha Eco.ar), a confecção de brindes de endomarketing com resíduos reciclados e a criação de troféus artesanais com tecidos reutilizados para homenagear colaboradores. Com ações distribuídas entre Porto Alegre, região metropolitana e interior gaúcho, o “Cara Nova” fortalece uma rede de economia solidária e circular que transforma o que antes era descartado em propósito, renda e cidadania.
Entenda o case
Segundo o case, o “Cara Nova” é uma iniciativa do Instituto Lins Ferrão que busca transformar resíduos têxteis gerados pelo Grupo Lins Ferrão em oportunidades reais de geração de renda e inclusão social, principalmente para mulheres em situação de vulnerabilidade. Baseado nos princípios de economia circular e solidária, o projeto promove ações sustentáveis que se desdobram em produtos com valor agregado, confeccionados por meio de parcerias com ONGs e cooperativas.
De acordo com o documento, entre 2020 e 2024 mais de 5 toneladas de resíduos foram reaproveitadas e cerca de 300 mulheres participaram das atividades, gerando mais de R$ 600 mil em renda direta. As ações contemplam capacitação técnica, desenvolvimento pessoal, fortalecimento de redes locais e consciência ambiental. Um dos exemplos é a parceria com a Maxitex, que realiza o processo de desfibramento dos tecidos e os transforma novamente em fio — matéria-prima para novos produtos.
O projeto também conta com ações específicas como a produção de bolsas pelas “Crocheteiras”, o lançamento da linha de tênis Eco.ar, e a confecção de mochilas, ecobags, máscaras e brindes de fim de ano com resíduos reciclados. Todos os produtos são elaborados com mão de obra social e voltados tanto para o público interno quanto externo da organização.
O investimento total no projeto foi de R$ 250 mil até julho de 2024. O case informa que 100% dos resíduos têxteis gerados desde 2022 estão sendo utilizados e que o impacto é percebido tanto em indicadores econômicos como em aspectos intangíveis: autoestima, qualificação profissional, autonomia e desenvolvimento comunitário.
Com metodologia participativa, o “Cara Nova” se estrutura por meio de parcerias, monitoramento de indicadores e estratégias de diversificação de produtos e capacitações. A expectativa é que novas iniciativas, como o reaproveitamento de resíduos de couro, também sejam incorporadas nos próximos ciclos do projeto.
Leia o case na íntegra acessando o site dos Prêmios Top Ser Humano & Cidadania 2024










