
Especialistas refletem sobre o papel das pessoas na construção de um futuro humano, inclusivo e preparado para as transformações no trabalho
A programação do CONGREGARH chega ao último dia nesta sexta-feira (02), no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre. Promovido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos seccional Rio Grande do Sul (ABRH-RS), o evento reúne lideranças e especialistas para discutir os caminhos do trabalho, das organizações e das relações humanas diante das transformações do presente e dos desafios do futuro. Com o tema “Quem Imagina o Futuro?”, a 19ª edição propõe uma reflexão sobre a capacidade de imaginar novas possibilidades e, principalmente, sobre o papel das pessoas na construção dos futuros que serão vividos.
Marcelo Pirani, professor dos cursos de Alta Gestão na FGV e CEO da Cenarium, e Daniele Lopes, líder de inovação e estratégia na SLC Agrícola, participaram do painel “Diferentes Perspectivas: A Diversidade como Base para Imaginar Futuros Prósperos”, com mediação de Inês Amaro, diretora de Diversidade da ABRH-RS . O debate abordou a importância de ambientes de trabalho mais diversos e os caminhos para que as organizações transformem a diversidade em prática. Ao falar sobre o tema, Pirani destacou que construir ambientes diversos exige disposição para compreender o outro a partir da perspectiva dele, e não daquela que gostaríamos que ele tivesse. “Tentamos convencer as pessoas pelos nossos motivos e não pelos motivos dela”, afirmou. Daniele Lopes complementou a discussão falando que faz parte de realmente pertencer a uma instituição se sentir à vontade para trazer a visão de cada um para os processos: “não adianta trazer a diversidade se não fomentar a segurança para as pessoas se sentirem à vontade para contribuir”.
Já o filósofo e psicanalista Emanuel Aragão subiu ao palco para a palestra “Você não é uma IA e isso é uma boa notícia”, na qual refletiu sobre o papel das emoções e do medo na experiência humana em um cenário marcado pelo avanço da inteligência artificial. Aragão afirmou que as emoções funcionam como informações sobre o próprio estado humano. “Qualquer emoção é, antes de tudo, um dado acerca da nossa condição e é isso que nos difere das IAs”, destacou. A partir dessa perspectiva, o filósofo relacionou a mortalidade humana à capacidade de estabelecer parâmetros para a própria existência sobre estar fazendo algo certo ou errado. Segundo ele, diferente das máquinas, que nunca morrem e, portanto, não se importam com estar indo bem ou mal, as pessoas se importam com a finitude e, dessa forma, tentam fazer o seu melhor. Para Aragão, a busca pela sobrevivência também está diretamente relacionada à capacidade humana de desenvolver afetos, entre eles o medo. É justamente essa emoção, segundo ele, que impulsiona a busca por alternativas diante dos desafios e estimula a capacidade de imaginar soluções. “O medo é essencial para que a gente se mova”, ressaltou o psicanalista.
A estrategista e pensadora, Hui Jin Park, falou sobre “Brasil e Coreia do Sul: Contrastes e Convergências da Inteligência Cultural”. Antes de iniciar a apresentação, a palestrante convidou o público para participar de uma breve meditação. Na sequência, Hui Jin Park apresentou cinco diferenças que identifica na forma como brasileiros e sul-coreanos se relacionam com o mundo. A primeira delas está na relação com o entorno, enquanto na Coreia há uma maior valorização do coletivo, no Brasil prevalece uma postura mais individualista. A segunda diferença está na relação com o tempo. De acordo com a palestrante, os sul-coreanos apresentam uma postura mais preventiva, enquanto os brasileiros tendem a adotar uma abordagem mais reparativa diante das situações. O terceiro ponto diz respeito à expressão. No Brasil, a comunicação seria mais vocal e verbal, enquanto, na Coreia do Sul, a comunicação ocorreria com maior frequência por meio de gestos e outros elementos não verbais. A relação com as emoções também foi destacada. Segundo Hui Jin Park, os brasileiros tendem a expressar e exteriorizar mais seus sentimentos, enquanto os sul-coreanos adotam uma postura de maior contenção emocional. Por fim, a palestrante abordou a relação com o corpo físico. Enquanto no Brasil haveria maior liberdade e espontaneidade nas formas de expressão corporal, na Coreia do Sul códigos de conduta relacionados à postura, vestimenta e comportamento seriam mais rígidos. Ao apresentar essas diferenças, Hui Jin Park propôs uma reflexão sobre a possibilidade de encontrar um ponto de equilíbrio entre essas diferentes formas de perceber e se relacionar com o mundo.
A última palestra da manhã, foi com o Diretor do Great Place to Work (GPTW) Brasil, Cauê Oliveira. Ele trouxe em sua fala que “a missão do GPTW é construir uma sociedade melhor, transformando cada organização em um great place to work for all”, a partir disso, trouxe tópicos do que fazia um local de trabalho ser GPTW: a liderança seria a pedra fundamental, seguido da experiência, da cultura do local e da performance, alinhada a uma visão lucro e produtividade. De acordo com ele, essa é a ordem para construir um ambiente de trabalho sustentável. Ainda, para o diretor, um erro comum é querer inverter essa ordem e priorizar apenas o lucro e a produtividade, já que os resultados tendem a ser consequência do engajamento das equipes, construído a partir de uma boa liderança, de experiências positivas e de uma cultura organizacional consistente.
Porto Alegre, 2 de outubro de 2026.
Informações para imprensa:
Mariana Turkenicz – mariana@enfato.com.br – (51) 98121.7062
Gabriel Campos - gabriel@enfato.com.br - (51) 99592.7202
Leandro Prade - leandro@enfato.com.br - (51) 99019.8388
Enfato Comunicação
www.enfato.com.br @enfatomulticomunicacao










